Casamento coletivo no sistema prisional de Roraima marca recomeço para reeducandos

No dia 1º de maio, Roraima foi palco de um momento inédito e carregado de simbolismo: o primeiro casamento coletivo religioso envolvendo reeducandos do sistema prisional do estado. Ao todo, 26 internos das unidades Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, Cadeia Pública de Boa Vista e Centro de Progressão Penitenciária (CPP) participaram da cerimônia, que representou não apenas a oficialização da união conjugal, mas também um marco de fé, amor e recomeço.

O evento, promovido em parceria entre a Igreja Universal – UNP e a Secretaria de Justiça e Cidadania (SEJUC), contou com o apoio do Governo de Roraima, da Defensoria Pública, que viabilizou os casamentos civis, e do Tribunal de Justiça do Estado, por meio da Vara de Execuções Penais. A mobilização conjunta foi essencial para tornar realidade esse momento singular, que destacou a importância da espiritualidade, da reconstrução familiar e da dignidade no processo de ressocialização.

Durante a cerimônia, o simbolismo do casamento foi exaltado como uma aliança diante de Deus, que é considerado a Testemunha Principal de cada união.“Um casamento feliz abençoa todas as áreas da vida, da mesma forma que um mau casamento traz divisão e conflitos”.

Sob a citação bíblica “Assim, eles já não são dois, mas sim uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, ninguém o separe” (Mateus 19:6), os casais receberam a bênção no Altar, reafirmando seu compromisso mútuo e espiritual.

O casamento coletivo nas unidades prisionais representa mais do que um gesto simbólico. É uma oportunidade concreta de reconstrução de laços, fortalecimento emocional e valorização do ser humano, mesmo em contextos de privação de liberdade.

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