Meu nome é Gisleyne, sou voluntária da UNP em Goiás e, com pouco mais de um ano no grupo, já vivi experiências inexplicáveis dentro e fora do presídio. É uma honra e um privilégio participar deste trabalho, tanto no interno, dentro do presídio, quanto no apoio externo às famílias. Existem experiências que jamais esquecerei.
Certo dia, eu e outra voluntária entramos na unidade prisional, no local considerado o mais difícil do presídio, pois não havia mais voluntários disponíveis na ocasião. Não havíamos anotado a direção da Palavra, mas o próprio Espírito Santo me fez lembrar dela, e assim passamos o Espírito da Palavra. Muitas daquelas mulheres se identificaram com a mensagem de fé e, ao final, tivemos a grande alegria de testemunhar um batismo.
Outra experiência impactante aconteceu no dia de Cobal, no Complexo Prisional em Aparecida de Goiânia. Eu estava gravando algumas cenas para uma matéria quando abordei uma senhora para filmar seus pés. Após a gravação, conversamos e ela começou a participar do Clamor da Liberdade, um propósito que acontece com as famílias. Pouco tempo depois, seu filho recebeu a liberdade, e hoje ela está firme na presença de Deus.

No entanto, a experiência que mais me marcou aconteceu na Unidade Prisional de Mineiros, Goiás. Eu estava em recuperação de uma cirurgia e, mesmo após quase um mês, ainda precisava de repouso e mal conseguia me alimentar. Mas, pela fé, decidi ir a essa missão.
O calor era intenso, o presídio muito pequeno, e a sala onde acontecia o curso era ainda menor, sem ventilação. Estava lotada e sem estrutura, e eu também não tinha estrutura física. Um mês sem conseguir me alimentar direito devido à cirurgia, mas o desejo de servir foi tão grande que Deus me sustentou e me deu forças para ir até o fim. O calor fazia com que todos, sem exceção, transpirassem como se tivéssemos tomado uma chuva forte. Ainda assim, a alegria de estar ali, servindo a Deus e vendo a felicidade estampada no rosto dos reeducandos, não teve preço.
Três meses depois, voltei para a formatura. E, naquele mesmo presídio, enquanto servia a Deus, recebi a notícia de que uma grande porta profissional se abriu em minha vida.
A UNP não é um grupo qualquer. Aqui, vivemos experiências extraordinárias todos os dias. Dentro do presídio, entre policiais, reclusos e familiares, há almas sedentas que precisam de ajuda. E nós estamos aqui para cumprir o chamado: Eis-me aqui!

