Entrei na UNP em 2011 com o propósito de ganhar almas para Deus. Durante essa caminhada, aprendi muito sobre o trabalho da Universal nos presídios. No início, confesso que tinha receio de entrar no grupo, que na época era chamado de Grupo do Presídio.
Com o tempo, comecei a participar de trabalhos evangelísticos externos: preparamos café para levar às famílias, acompanhamos os familiares dos detentos dentro e fora dos presídios. Estivemos presentes em todos os eventos especiais, como o Dia das Mães, o Dia dos Pais, o Dia das Crianças e no final de ano. Nosso objetivo era sempre estar perto do próximo, levando a palavra de Deus e cuidando também das necessidades físicas.
Ao longo desse tempo, presenciei muitas situações marcantes. Vi mães e esposas chorando desesperadas por seus familiares e, graças a Deus, estávamos lá para oferecer apoio em momentos tão difíceis que essas famílias ainda enfrentam.

Um fato que me marcou profundamente aconteceu em uma madrugada fria e chuvosa, enquanto levávamos sopa para os familiares que aguardavam em cabanas improvisadas na frente do presídio. Muitas dessas pessoas, incluindo crianças, dormiam nessas condições. Visitamos cada cabana e, em uma delas, encontramos uma senhora que viera de outro estado para visitar o esposo. Ela estava chorando e nos contou que não tinha mais alimento, pois havia gasto tudo na viagem. Disse que não sabia o que faria para comer e que nossa chegada era uma resposta de Deus para a situação dela.
Depois de um tempo, ela mandou mensagem agradecendo. O esposo foi solto e ela começou a frequentar a igreja. Sabemos que não somos nada, mas esse trabalho da UNP é gratificante porque vemos a mudança nas pessoas necessitadas. Eu amo esse trabalho da UNP! Relato compartilhado por Rosimeire Almeida, voluntária da UNP da Baixada Santista/SP.

